5 de dezembro de 2007

Notas biográficas de Jürgen Habermas

Jürgen Habermas, filósofo e sociólogo alemão nasceu em 18/06/1929 em Dusseldorf na Alemanha. “É o principal estudioso da segunda geração da Escola de Frankfurt” (http://www.intervox.nce.ufrj.br/). Esta escola, por sua vez, nasceu com a fundação do “Institut fur Sozialforschung” (Instituto de Pesquisa Social), em 1923.
Este autor, em 1949, estudou 4 anos e meio filosofia, história, psicologia, economia e literatura alemã, nas universidades de Gottingen, Zurique e Bonn, concluindo a sua tese de doutoramento, em 1954, sobre Schelling intitulado “O Absoluto e a História”.
Colaborou igualmente com Theodor Adorno no Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt até 1959, que passou a fazer parte da “teoria crítica da sociedade” tendo subjacente uma reflexão filosófica com a sociológica. Em 1961, trabalhou na sua tese de pós-douturamento, intitulada “Mudança Estrutural na Esfera Pública”, cuja orientação estava sob Wolfgang Abendroth, este “patrocínio” fora-lhe anteriormente negado por Adorno e Max Horkheimer, intensificando-se ali uma distância de Habermas com os mestres da Escola Critica de Frankfurt. Portanto, neste seguimento, aos 31 anos passou a “leccionar filosofia em Heidelberg e, em 1961, publicou a famosa obra “Entre a Filosofia e a Ciência – O Marxismo como Crítica”, inserida em “O Estudante e a Política” (http://www.netsaber.com.br/), em que retrata a participação estudantil na política alemã. Em 1968 mudou-se para Nova York, leccionando na New Yorker School for Social Research, dirigiu igualmente o Instituto Max Planck em Starnberg em 1972. Em 1983 “transferiu-se para a Universidade Johan Wolfgang Goethe, de Frankfurt, onde permaneceu até aposentar-se em 1994”(http://www.wikipédia.org/). Actualmente continua a publicar novos livros e a participar em jornais como cronista político.

Breve contextualização histórica

Jürgen Habermas nasceu no mesmo ano que a Universidade de Frankfurt foi fundada, em 1929. Nesse mesmo ano, a Crise de 29 (Crash da Bolsa de Nova Iorque) estava a modificar economicamente todo o mundo. Em 1939, a invasão da Polónia, pelos alemães, desencadeia a II Guerra Mundial, onde com a Itália e o Japão, a Alemanha formam uma aliança militar, conhecida como Eixo, que obtém vitórias expressivas entre 1940 e 1942. Graças à sua dominação bélica, os nazis criam campos de concentração na Europa Oriental e eliminam milhões de judeus, oposicionistas, ciganos e homossexuais...Esta guerra devastadora, dura 6 anos, acabando finalmente em 1945, com a vitória dos Aliados. Desta forma, tropas aliadas invadem a Alemanha em 1945.
Habermas, como alemão, sofreu as consequências desta mesma guerra, assim como as imposições feitas pelos países vencedores, que entre outras, incluíram a divisão da Alemanha: os países aliados ocidentais, ocuparam o Oeste e a URSS, o Leste. Deste modo, o país perde territórios para a Polónia e a URSS. Este autor ainda vivenciou outros marcos históricos, como a Guerra-fria (conflito entre o Capitalismo Americano versus Socialismo Soviético), onde a Alemanha se torna o centro do conflito entre EUA e URSS. Assistindo, em 1989, à reunificação da Alemanha, com a queda do Muro de Berlim e posteriormente da União Soviética. No entanto, esta Alemanha reunificada paga um alto preço, visto que a desmontagem do parque produtivo, da parte Oriental, provoca desemprego maciço. Altas taxas de juro são fixadas pelo Bundesbank (Banco Central), causando recessão. Acarretando um clima social tenso, acrescidos do facto de imigrantes sofrerem atentados de grupos neonazis.

4 de dezembro de 2007

«As Pessoas e o Nosso Planeta: a Estrada para o Desenvolvimento Sustentável»

Enquanto 800 milhões de pessoas, nos países desenvolvidos, estão ligados a redes tecnológicas muito desenvolvidas, 2 mil milhões de pessoas vivem, ainda, em condições precárias, tendo de recorrer a recursos rudimentares e lutando, ainda, contra a escassez de água e pelo fornecimento de saneamento básico. A falta de saneamento provoca a propagação de doenças que podem mesmo ser mortais, afectam, portanto, a saúde pública e os sistemas ambientais, podendo degenerar em catástrofes naturais e erosão do solo.

Paralelamente, nos países desenvolvidos os sistemas energéticos contribuem, também eles, para a propagação da poluição, emitindo gases geradores do efeito de estufa que são perigosamente absorvidos pela camada do ozono e acidificam o solo e as águas. Toda esta propagação nociva tem, também, consequências assustadoras ao nível das alterações climatéricas que resultam na destruição de ecossistemas aquáticos, assim como no desaparecimento da diversidade da vida terrestre.

O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) propõe promover o financiamento para o desenvolvimento sustentável, melhorando-se o acesso aos serviços energéticos, por parte dos países pobres, proporcionando-se uma gestão equitativa da água e do solo, promovendo-se medidas que visam fazer face às alterações climatéricas. Todas estas ideias foram reafirmadas na cimeira mundial sobre o desenvolvimento sustentável em 2002. Neste domínio, o PNUD contribui largamente neste sentido, promovendo debates sobre todas estas temáticas.

A Comissão Europeia reuniu profissionais, políticos, investigadores com o objectivo de identificar medidas e políticas concretas, com vista a dar resposta às preocupações ambientais dos países em desenvolvimento.

O Nepal é exemplo de um país rico em recursos naturais que não são, no entanto, aproveitados, pela falta de financiamentos e pelos seus terrenos montanhosos, mas também, neste caso concreto, devido a perturbações periódicas por parte do movimento guerrilheiro. Assim como o Nepal, mais de 90% das populações das zonas rurais dependem, ainda, neste sentido, de madeira ou resíduos animais para a produção de energia.

O Programa de Desenvolvimento de Energia Rural é financiado pelas populações locais, pelo governo e pelo PNUD e, sendo gerido por organizações comunitárias, iniciou-se com a criação de 93 condutas de água em 15 distritos, e, actualmente, a energia eléctrica chega a 11 mil domicílios.

A Macedónia é o exemplo de um país que conseguiu converter um problema social grave, como é o desemprego, numa forte sensibilização para as questões ambientais.
A economia deste país tem sofrido muito por meio do elevado número de refugiados resultantes dos conflitos no Kosovo (país vizinho). Na cidade de Tetovo a população chegou mesmo a duplicar. Obviamente, este facto comprometeu os serviços de água e saneamento, mas teve, também, como consequência o aumento acentuado do desemprego.

Assim, na Macedónia começaram a ser recrutados trabalhadores desempregados incumbidos de assegurar a limpeza do lixo em municípios que mais necessitavam deste serviço. Deste modo, foi possível melhorar o nível económico de milhares de famílias, ao mesmo tempo que, a cobertura mediática deste programa, permitiu sensibilizar os cidadãos para as vantagens dos cuidados com o meio ambiente.



Trabalho realizado por:

Iolanda Couto
yocouto@hotmail.com

1 de dezembro de 2007

Relação entre PIB per capita em paridade do poder de compra e Taxa de crescimento real do PIB com o saldo e a dívida da Adm. Pública Portuguesa.

O desenvolvimento económico de um país é analisado tendo em conta o PIB per capita em PPC (paridade do poder de compra). Todavia, não se pode ter, unicamente, como referência este indicador, já que não abrange fenómenos ambientais e de desigualdade social. Durante a década de 90 e nos primeiros anos de 2000, entre os 15 países membros da União Europeia, Portugal foi aquele que apresentou o valor mais baixo de PIB per capita em PPC. Ainda assim, já vai sendo possível observar-se, algumas melhorias desde a metade da década de 90. Os novos países da União Europeia, apesar de apresentarem níveis de desenvolvimento inferiores aos do nosso país têm vindo a aproximar-se, nos últimos anos, dos restantes membros.

Este progressivo desenvolvimento dos países que recentemente aderiram à União Europeia fez-se notar na taxa real do PIB, já que a este nível apresentam desempenhos superiores aos de Portugal e mesmo aos da União Europeia dos 15. A inferioridade de Portugal, relativamente aos outros países reflecte-se, por exemplo, nas duas fases negativas do ciclo económico que decorreram entre 1992 e 1994 e, ultimamente, entre 2001 e 2003.

O Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), no que concerne à Administração Pública dos países membros, fixou certos limites em relação aos défices e ao peso máximo da dívida desta entidade. Os saldos das contas públicas reflectem o financiamento do sector público por parte do Estado. Posteriormente, este é reembolsado através de receitas geradas, na sua maioria, pelos impostos. A imposição do défice em 3% do PIB não foi acompanhada por Portugal, desde da sua adesão ao euro, já que o saldo das contas públicas apresentou sempre valores superiores a 3% do PIB, com excepção de 2007.

No que diz respeito à dívida das Administrações Públicas o limite seria 60% do PIB de cada país. Entre 1995 e 2000 Portugal conseguiu atingir os 53,3%, não obstante, desde essa altura tem-se assistido a um aumento, atingindo, em 2003, 59,4% do PIB. Embora, se tenha assistido a este aumento, Portugal, desde o ano de 2002, nunca foi o país com a maior dívida, estando numa posição intermédia.

Ana Moura (3º ano)

Cátia São Simão (3º ano)

Sociologia do Desenvolvimento

29 de novembro de 2007

Os quatro P’s (Política, Publicidade Enganosa, Protocolo de Quioto e Protecção Ambiental)!

Hoje em dia a temática ambiental faz correr muita tinta, as campanhas de sensibilização para as alterações climatéricas aumentam a olhos vistos, os políticos assinam Protocolos com vista num controlo da crescente poluição, as energias alternativas, reciclagem, controlo dos consumos de energia e água são cartaz de campanha de partidos e empresas! A publicidade revela claramente a preocupação das marcas passarem uma imagem de “estamos preocupados com o meio ambiente”, na publicidade aos automóveis já não se faz propaganda aos estofes de couro, ar condicionado de serie ou à velocidade que o carro consegue atingir, actualmente a boa publicidade deste ramo gosta de frisar que estão a produzir automóveis mais limpos, mais amigos do ambiente!

Mas não podemos analisar a publicidade nem as actividades políticas em torno do Ambiente, com os olhos de um simples consumidor, olhemos com uma atenção de sociólogos ou aspirantes a tal!

O Protocolo de Quioto a olho nu parece uma estratégia de boa vontade de vários governos que, se comprometem a cumprir as metas ambientais fixadas pelo Protocolo, pois se assim não for arriscam-se a pagar pesadas coimas! Mas como é que economias baseadas na indústria (como os Estados Unidos), podem reduzir as suas emissões de dióxido de carbono sem reduzir a margem de lucro? Realmente somos levados a pensar que só entra neste Protocolo aqueles países que estão mesmo preocupados com o Ambiente, não tendo qualquer problema em desacelerar a economia a favor do Ambiente! O problema é que poucos são os países que respeitam as metas estabelecidas pelo Protocolo de Quioto, não apenas os Estados Unidos com a sua forte indústria automóvel mas mesmo países com economias mais frágeis, como por exemplo Portugal! Alguns dos países que não cumpre as metas fixadas pagou ou irá pagar as coimas estabelecidas? É evidente que não! É mais fácil alargar a data das metas fixadas por mais um década… e daqui a uma década, quando se estiver mais uma vez prestes a ter de pagar avultadas coimas pelo excesso de emissões de CO2, alarga-se a data por mais uma década e assim sucessivamente!

Mas esta não é a única estratégia que as potências económicas desenvolvem para manter as margens de lucro mantendo uma postura pro-ambientalista! A comunicação social também passam muitas vezes a mensagem de comunidades que estão insatisfeitas com a fábrica a poucos metros da sua casa, ou porque polui as águas da ribeira ou pelo “simples” incómodo dos camiões que continuamente atravessam a zona residencial. O que fazer? Simples, desloca-se essa fábrica para países da periferia, países onde não existem controlos ambientais. Países onde as indústrias pesadas, as indústrias químicas podem laborar sem necessidade de elaborar regras de segurança e higiene no trabalho, sem pagar taxas sobre as emissões de poluentes, onde por mais que incomodem não dão nas vistas. Porque nenhum vizinho dessas indústrias em países periféricos tem formação para compreender que, são essas indústrias (onde toda a sua família trabalha) que estão a poluir o rio onde os seus animais saciam a sede, não compreende que os animais e a sua própria família morre às mãos da poluição infligida pelos químicos despejados no rio!

Investimento Directo Estrangeiro, algo que soa a Desenvolvimento, algo que nos remete para um investimento no desenvolvimento e ajuda daqueles que mais precisam! Mas na generalidade dos casos, esse Investimento, não passa de uma forma de dissimulada de transferir indústrias poluentes do centro para a periferia, pois se no centro todos sabem o quão prejudicial aquelas indústrias são para os seus vizinhos, na periferia os que têm conhecimento disso andam com os bolsos cheios e vivem longe o suficiente para fechar os olhos aos problemas ambientais e humanos que essas indústrias acarretam para o seu povo!

André Gonçalves (3º ano)

Pedro Pereira (3º ano)

Sociologia do Desenvolvimento

aakdv@hotmail.com

28 de novembro de 2007

O desenvolvimento enquanto ascensão etápica

Karl Marx considerava que a evolução e desenvolvimento das sociedades era etápico, sendo que para atingir determinado patamar seria necessário ter passado pelos anteriores, tendo em conta a história mundial. Contudo, Rostow, possuía uma visão diferente. Nascido em 1916, este economista propôs uma alternativa à visão marxista, concordando com Marx em sua obra ao afirmar que desenvolvimento ocorria através de etapas, mas considerava que tal ocorria passando de um grau menos desenvolvido, para outro mais desenvolvido, contrapondo-se a Marx. Para Rostow, o desenvolvimento era assim processual, chegando a um patamar de capitalismo e consumo em massa, culminando o processo de evolução das sociedades.

É nesta visão alternativa de Rostow, que se vai fundamentar a primeira teoria de desenvolvimento, a Teoria de Desenvolvimento Original. Esta teoria considerava que havia um modelo unilinear de desenvolvimento, esquecendo os contextos locais culturais e históricos, sendo o desenvolvimento atingido pelo crescimento económico, pela produção de riqueza. A riqueza era produzida, e quanto mais se produzisse, mais se consumia, e maior seria a riqueza, logo o desenvolvimento, pois riqueza implicava crescimento económico que implicava desenvolvimento, segundo esta teoria de desenvolvimento.

Para a implementação deste modelo, eram aplicadas nos países as condições necessárias para o arranque, sendo que os obstáculos seriam, consequentemente, os factores contextuais culturais e sócio-históricos, pois serviam apenas para dificultar a implementação destes elementos necessários para o arranque, não interessando contextualizar, dado que o modelo aplicado era sempre o mesmo. Isto serviu como legitimação aparente para a atitude neocolonialista do Ocidente, encarando os demais países como inferiores e menos desenvolvidos.

Ideologicamente e metodologicamente errada, a verdade é que esta teoria foi extremamente importante historicamente e no desenvolvimento da Civilização Ocidental como hoje a conhecemos. Não havendo um modelo certo para desenvolver, a verdade é que dependerá dos objectivos e da ideologia que se defende, sendo que na teoria do Desenvolvimento Original, objectivo é gerar cada vez mais riqueza, beneficiando os mais ricos, de acordo com a ideologia liberal e capitalista.

Tiago Gonçalves (3º ano)

tiago.apg@hotmail.com

Pobreza e coesão social em Portugal no contexto da UE

No que concerne à coesão social e à pobreza podemos concluir que Portugal apresenta valores longe dos registados na União Europeia, mas nem sempre pela negativa como veremos. Para explicitar esta afirmação um estudo realizado pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) denominado “Portugal no contexto da UE” (2004), aborda a questão da distribuição do rendimento e o risco de pobreza, a questão dos agregados familiares sem indivíduos empregados e, ainda, o desemprego de longa duração.
Em primeiro lugar, é de destacar que na União Europeia, em 2001, o rendimento do quintil mais rico é 4,4 vezes superior ao rendimento do quintil mais pobre, enquanto que em 1995 era superior em 5 vezes, verificando-se uma ligeira diminuição. Já em Portugal o rendimento do quintil mais rico era 6,5 vezes superior ao do mais pobre, destacando-se um fosso extremamente grande entre ricos e pobres. Nos países onde esta desigualdade na distribuição da riqueza é menos vincada, a taxa de desemprego é mais baixa, permitindo, neste sentido, avaliar a dimensão da população em risco de pobreza.

Verificaram, ainda, que entre 1995 e 2001, na UE, decorreu uma ligeira diminuição (2%) na taxa de pobreza, enquanto que em Portugal esta foi de 3%, o que revela que em 2001 estávamos abaixo da linha de pobreza, assumindo o papel das transferências sociais na limitação deste problema.
No entanto, o risco de pobreza em Portugal persistia e tem vindo a verificar-se um aprofundamento do fenómeno da exclusão social.
Relativamente aos agregados familiares sem indivíduos empregados, o INE concluiu que, na UE, entre 2000 e 2003, houve um abrandamento do número de agregados sem indivíduos empregados. Em 2003, a UE apresenta uma média de 9,6% de indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e os 59 anos, que vivem nestas condições. Com a entrada de novos membros a média sobe para 10,1%.
Por fim, o INE faz referência ao desemprego de longa duração como sendo o desemprego que mais afecta financeira e psicologicamente os indivíduos, podendo conduzir à exclusão social. Não há uma causa única para este fenómeno, mas podemos apontar a legislação laboral pouco flexível, o baixo nível de formação e a ausência de programas de formação que leve à reconversão desses trabalhadores, como possíveis factores deste tipo de desemprego.
Constatou-se que, em 1990, a UE apresentou uma diminuição de 4,9% na taxa de desemprego ate 2002 (3,1%), registando-se um agravamento de 3,3% em 2003. Curiosamente, Portugal tem registado taxas de desemprego entre 4 e 8%, uma situação bem abaixo da média europeia (entre 7 e 11%). Estes valores sugerem que o mercado de trabalho tem capacidade para a colocação dos recursos humanos. Em termos gerais, a taxa de desemprego em Portugal tem vindo a descer desde 1996.
Em 2003, a taxa de desemprego de longa duração atingiu os 2,2%, sendo que nos homens era de 1,8%, um pouco longe da UE (2,9%) e nas mulheres era de 2,6%, mais uma vez nem um pouco aproximado com os valores europeus (3,7%).



Realizado por: Márcia Pereira, Rafaela Sousa, Susana Batista
3º Ano

“A estratégia de Lisboa: Portugal no contexto da União Europeia” – Enquadramento Global (Relatório INE 2004)

Produto Interno Bruto (PIB) per capita em Paridades de Poder de Compra (PPC):
O PIB per capita em PPC tem um grande poder explicativo na avaliação de programas que promovam o progresso, porém, peca por não focar os fenómenos da desigualdade social e do ambiente.
Portugal tem o menor PIB per capita em PPC da União Europeia, ocupando o 14.º lugar.

Investimento do sector privado:
Este é um indicador que satisfaz a tentativa de criação de condições para o progresso técnico e o desenvolvimento económico.
Segundo os dados do INE, o sector privado português tem investida uma maior percentagem do rendimento gerado, superior à média da UE, sendo que em 1991, 1998 e 2001 ocupa o 1.º lugar. Contudo, os piores resultados forem em 1993 e 2003 em que ocupava o 4.º e 5.º lugar, respectivamente.
Em comparação com os novos membros da UE, estes apresentam uma media de investimento privado superior, sendo que em 1993-1994, 1996-1997 e 2003, apresentam valores superiores à média de investimento privado de Portugal.

Aprendizagem ao longo da vida:
De notar que o investimento no sector privado é um outro elemento chave que reforça a capacidade produtiva do pais.
Posto isto, facilmente compreendemos que a mão-de-obra com elevado grau educacional e em aprendizagem permanente apresenta maior capacidade de a adaptação a novos desafios e de utilização de novos processos produtivos, bem como maior motivação e inserção de força de trabalho, que conduz à diminuição da exclusão social e ao aumento da produtividade e, ainda, apresenta uma maior mobilidade entre empresas, no sentido do desenvolvimento de novos projectos com valor Acrescentado.
De acordo com os dados do INE, em 2003, nove países tem taxas de população em acções de formação abaixo da média da UE. Portugal apresenta uma situação débil, com a percentagem mais baixa da UE e, em 2003, tem o valor mais baixo da UE. Em comparação com os novos países da UE, revela debilidade na qualificação dos recursos humanos.

Despesas na investigação e desenvolvimento:
Este indicador poderá assegurar a diferenciação face a competidores e a criação de novos processos ou melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.
Portugal apresenta uma reduzida aplicação de fundos, com níveis inferiores a 1% do PIB, tendo tendência a estar nos últimos lugares da UE, porém com tendência a subida.

Saldo das contas das administrações públicas:

A dimensão deste saldo identifica o crescimento das necessidades de financiamento do sector público, que terão de ser pagos pelas receitas geradas (impostos).
O Pacto de Estabilidade e Crescimento fixa o limiar máximo para o défice de 3% do PIB. Contudo, desde a adopção do Euro, Portugal tem um défice superior a 3% do PIB.

Taxa de persistência de pobreza:
Este indicador corresponde à população que está abaixo do rendimento disponível médio no ano em análise. Assim, face à elevada taxa de desemprego, a taxa de persistência de pobreza é bastante elevada.
Segundo o INE, na UE a taxa de persistência de pobreza tem uma média igual a 9%, sendo que em Portugal esta era de 15% da população.

Emissões de gases de efeito de estufa:
Este indicador é uma das grandes preocupações dos países. Neste sentido, os países da UE assinaram o Protocolo de Quioto com metas ambientais.
De acordo com os dados do INE, Portugal apresenta grandes crescimentos ao nível deste indicador, sendo que em 2001 tem mais 36% que em 1990. Portugal é o pais (tal como a Irlanda e Espanha) com maior crescimento neste indicador. A UE apresenta níveis inferiores a 1990, que no entanto, são superiores à redução imposta pelo Protocolo de Quioto. Por último, os novos membros da UE apresentam níveis inferiores a 1990 e abaixo dos patamares fixados pelo Protocolo de Quioto.


Realizado por: Márcia Pereira, Rafaela Sousa, Susana Batista
3.º ano

26 de novembro de 2007

Comodismo para os incómodos! (Parte 2)

A Organização das Nações Unidas foi fundada em Outubro de 1945 (pós Segunda Guerra Mundial), num esforço de promover a cooperação internacional e conseguir manter a paz por todo o mundo. É constituída por 192 Estados-Membros, países independentes reconhecidos internacionalmente. Apesar de ser a organização que proclamou em 1948 a Declaração Universal dos Direitos do Humanos, é profundamente contraditória! Dos tais 192 países, apenas os membros permanentes do Conselho de Segurança possuem real poder de decisão! De 192 países apenas 5 são membros permanentes do Conselho de Segurança, os mesmos 5 desde 1945! Não é muito difícil de adivinhar quais são esses 5 países, Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia! Só por acaso são os países vitoriosos da Segunda Grande Guerra e as grandes potências económicas e militares das últimas décadas! Isto tudo para mostrar, como um organismo supra-nacional, cujas intenções visam a promoção da paz mundial, cooperação entre todos os países é basicamente dirigida há 50 anos pelos mesmos 5 países!

Os membros permanentes parecem gozar de uma certa liberdade e poder que os outros não têm! São livres de invadir países independentes sem que ninguém pronuncie uma palavra, vejamos por exemplo a China que em 1950 invade o Tibete ou a União Soviética que invade o Afeganistão em 1979.

Mas podemos facilmente encontrar situações mais peculiares, não podemos deixar de salientar que durante várias décadas os Estados Unidos e a Rússia eram inimigos assumidos (o que só por si já é um pouco perigoso quando os dois são membros permanentes do Conselho de Segurança). Durante a Guerra Fria estes dois países não se enfrentaram directamente, mas indirectamente, apoiando diferentes facções foram medindo forças! Depois de a Rússia invadir o Afeganistão apoiou financeiramente ou muito simplesmente deu material militar aos talibãs (para algumas décadas mais tarde os acusar de terroristas). À medida que a Rússia reforçava o seu poder junto de alguns países do Extremo Oriente, os Estados Unidos iniciaram logo manobras políticas para criar laços estreitos com países desse mesmo ponto do globo, apoiando-os no combate ao comunismo! Mas essa quezila entre Estados Unidos e Rússia não se ficou apenas pelo Extremo Oriente rico em petróleo, alastrou por África rica em minério e chegou mesmo a países como o Vietname ou a Coreia do Norte.

O poder de decisão está de tal modo centralizado e concentrado num número restrito de países que, mesmo dentro de um país soberano, as decisões partem de organismo orientados por países como os Estados Unidos, Reino Unido ou a Rússia. As organizações supra-nacionais muitas vezes não passam de simples fantoches, ou melhor, de camuflados que escondem as intenções de quem as dirige, porque quem as dirige não é são “Homens livres”, são sim indivíduos presos a ideologias e comprometidos com os verdadeiros senhores do mundo!

Lembremo-nos de Marx quando falava da concentração e centralização do Capital… a verdade é que o Capital traz poder e com o poder se garante que o Capital é protegido de interesses alheios. O Capital é tudo e tudo vale para o proteger!

André Gonçalves (3º ano)

Sociologia do Desenvolvimento

aakdv@hotmail.com

Comodismo para os incómodos! (Parte 1)

A 28 de Novembro, de 1975, a República Democrática de Timor-Leste era proclamada. Portugal não se mostrava contra nem a favor, estava demasiado preocupado com a crise política interna! Assim, a 7 de Dezembro do mesmo ano, a Indonésia invadia Timor-Leste, o governador Mário Lemos Pires sem qualquer orientação do governo português é obrigado a refugiar-se na ilha de Ataúro. Os timorenses, apenas armados com o material bélico existente no paiol da PSP de Díli não podiam fazer grande frente às Forças Especiais Indonésias!

A Indonésia acabava por invadir Timor-Leste com a desculpa de pacificar aquele território e impedir que o Comunismo alastra-se por aquele território. Estávamos em plena Guerra Fria, os Estados Unidos assim como a Austrália apoiavam discretamente a Indonésia, pois não tinham qualquer interesse em ter naquele ponto do globo um país comunista.

Durante a invasão alguns jornalistas conseguiram entrar no território, conseguiram filmar e fazer sair do país algumas imagens de massacres, alguns desses jornalistas foram mesmo mortos não havendo qualquer respeito pela neutralidade da sua nacionalidade! Em 1975 toda a Comunidade Internacional sabia bem o que se passava em Timor-Leste mas nada se fez.

Apenas os timorenses não se renderam às evidências, organizados em guerrilhas lutaram pela independência! Durante a invasão do território timorense calcula-se que foram mortas duzentas mil pessoas, não apenas combatentes mas também civis! Desde a invasão de Timor-Leste até à desocupação do território, um terço da população foi morte ou muito simplesmente desapareceu!

A questão timorense apenas foi resolvida quando o governo português acordou para as suas responsabilidades com aquele país irmão, apenas se começou a fazer alguma coisa quando os portugueses viram nas suas televisões o massacre no cemitério de Santa Cruz, onde pessoas diferentes de nós mas que falavam a nossa língua eram mortas apenas por estarem naquele local!

A Comunidade Internacional apenas fez algo quando Portugal, vetou um acordo comercial entre a União Europeia e alguns países asiáticos, entre eles a Indonésia, por não respeitar os Direitos do Homem. Porém, a pressão para que Portugal volta-se atrás com o veto fez-se sentir! Mas numa última cartada, o Primeiro-Ministro português, António Guterres, telefonou a Tony Blair e a Bill Clinton e ameaçou não poder manter as tropas portuguesas no Kosovo quando os portugueses estavam sim preocupados com Timor-Leste! O golpe final na Indonésia e na Comunidade Internacional foi a entrega do Premio Nobel da Paz a D. Ximenes Belo e a Ramos-Horta!

Mesmo depois de mais de duas décadas de ocupação, tortura, genocídio e humilhação 80% da população timorense votou pela independência!

André Gonçalves (3º ano)

Sociologia do Desenvolvimento

aakdv@hotmail.com

25 de novembro de 2007

“A CIDADE DE DEUS”


“A CIDADE DE DEUS” um filme de Fernando Meirelles (2002)
O processo de socialização dos grupos desviantes em contexto (sub) urbano


O filme “A Cidade de Deus” é um retrato profundo de um mundo suburbano, que muitos de nós seríamos tentados a esconder, tal a crueza com que nos transporta à “realidade”. Porque ela existe. “Construído pelo governo de Carlos Lacerda entre 1962 e 1965, em Jacarepaguá, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, o conjunto habitacional Cidade de Deus recebeu os primeiros moradores em 1966. Eram desabrigados de uma das piores enchentes que o Rio já enfrentou. Pouco depois, os moradores de outras 60 favelas (algumas destruídas por incêndios criminosos) foram deslocados para lá. A geografia da Cidade de Deus tem como base prédios pequenos de, no máximo, cinco andares e casas de alvenaria, cercados por barracos de madeira. O crescimento desordenado logo transformou o conjunto habitacional num labirinto, favorecendo a instalação do tráfico de drogas. As primeiras guerras de quadrilhas explodiram em 1979. Hoje, a Cidade de Deus tem mais de 120 mil habitantes.” (http://um-buraco-na-sombra.netsigma.pt/f_luminosos/index.asp?op=2&idn=39).
Este filme é assim baseado em histórias reais, até porque o enredo é protagonizado sobretudo por habitantes da própria Cidade de Deus, que, entre figurantes e actores principais, na sua maioria foram crianças e adolescentes recrutados pela direcção do filme.
Para a sociologia, este filme é de uma riqueza imensa. Pode trazer, numa aplicação à luz da teoria, uma perspectiva formulada através da análise dos processos migratórios e dos processos de socialização dos grupos desviantes. Conceitos como estes aliados a muitos outros, interligam-se formando quase que um ciclo vicioso implícito ao longo de todo o filme.
É importante começar pela análise dos processos migratórios, não porque o problema seja a migração em si, mas porque as causas podem situar-se antes no tipo das medidas governamentais tomadas e dos seus efeitos perversos.
Construir um bairro onde concentrar todos os possíveis candidatos a desordeiros da civilidade e da norma. Assim, os discriminados são obrigados a viver em casas de madeira, bairros de lata. Sem condições sanitárias, água, luz e esgotos. Revelam então uma vontade de lutar pela sobrevivência, recorrendo à violência, ao roubo, à venda de droga. A única saída é seguir os caminhos amargos do crime, que levam na maioria das vezes, à morte. À morte para vingar inocentes e não inocentes, à morte por roubo de poder. Formam-se grupos considerados “desviantes”. Que fogem à norma. E segundo Howard Becker, “o acto de desvio deixa de ser um momento em que o indivíduo transgride a lei, para ser o processo complexo no decorrer do qual o indivíduo vem a ser designado como desviante.” (HERPIN, Nicolas (1982) – A Sociologia Americana – Escolas, Problemáticas e Práticas. Porto: Edições Afrontamento. p.83-84.).
Desde que um grupo de rapazes daquele bairro se une para roubar, matar e vender droga e o faz consecutivamente, deixa de haver uma única transgressão da norma e forma-se um ciclo de várias “aprendizagens” que resulta numa reacção societal. “A infracção à norma só instaura uma carreira de desviante na condição dessa infracção ser socialmente reconhecida como tal”. (HERPIN, Nicolas (1982) – A Sociologia Americana – Escolas, Problemáticas e Práticas. Porto: Edições Afrontamento. p.84.).
Os comportamentos dos adolescentes representados neste filme são estigmatizados e condenados porque a sociedade ditou regras, definindo certos e determinados comportamentos como bons ou maus. Fenómenos sociais como os que são tratados neste filme têm as suas causas, não nas características intrínsecas do indivíduo, mas sim nas imposições da sociedade, às quais os actores sociais ou se sujeitam ou se negam a fazê-lo. Desde crianças que aprendem a viver no meio da miséria, do crime, do roubo, da droga. E são assim socializados. Crescem quase sem ir à escola, em famílias semi-presentes, que apesar de tudo tentam puxá-los para o bom caminho, com uma consciência impotente e no fundo, resignada. Querem chegar a adolescentes, afirmando que “já fumei, cheirei, matei e roubei. Já sou homem.” Tendem a seguir o seu grupo de referência. Crescem a aprender a manusear armas. Todo este processo de socialização não encaixa no processo de muitas crianças e jovens do mundo chamado de ocidental e desenvolvido. A socialização de muitas crianças e jovens das favelas e dos “bairros de lata” é feita através quase de um processo contínuo, sempre baseado no mesmo tipo de aprendizagem. Quase não existe uma socialização primária, junto do seio da família que transmite os primeiros ensinamentos; quase não existe uma socialização secundária incluindo o papel da escola no incentivo ao estudo, com desejo futuro de ascensão social; existe apenas um único fio condutor, uma lição de vida guiada pelas influências muito fortes do grupo de pares e por todo o ambiente de vivência num gueto, num barraco de madeira, num bairro apelidado de social. Os vários agentes de socialização são assim substituídos unicamente pelos grupos de pertença, de pares.
Neste clima, aliado à desordenada organização territorial, prevalece um rapaz que consegue desviar-se do mesmo destino de muitos outros, seguindo a carreira de fotógrafo. Um testemunho da corrupção das entidades policiais, que inculcam a ideia que ali “ninguém ouviu nada, ninguém sabe de nada”. Um lugar exemplo, que a sociologia pode utilizar para retomar incessantemente a compreensão dos muitos fenómenos sociais aqui retratados. Um lugar onde as armas são usadas com “Fé em Deus” e às vezes até em nome Dele…

Ana Raquel Simões (2º Ano)
Demografia e Migrações
raquelita118@hotmail.com

19 de outubro de 2007

«Desenvolvimento Humano e Económico: Prioridades que Beneficiam os Pobres»


De acordo com o relatório anual de 2003 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD, em inglês UNDP), o mundo tornou-se mais próximo com a alta tecnologia mas, em simultâneo, o fosso entre países ricos e pobres agravou-se. Dado que a transição para economias de mercado nem sempre foi bem gerida, enquanto crescem economicamente (por vezes bastante devagar) muitos países têm também de lidar com o aumento da pobreza, as desigualdades financeiras entre homens e mulheres, conflitos civis e ainda o vírus da imunodeficiência humana (VIH) ou a SIDA.

Assim, a tecnologia pode ser vista como instrumento da globalização e do crescimento económico que impulsiona o desenvolvimento caso exista(m) a(s) infra-estrutura(s) necessária(s) para tal, como por exemplo para as vias de comunicação, através da electricidade e linhas telefónicas.

O PNUD defende como medidas de combate à pobreza as estratégias de âmbito nacional desenvolvidas com base na voz dos pobres, valorizando igualmente a das mulheres pois, além do dinheiro, têm igual importância a equidade, a inclusão social, a concessão de mais poder às mulheres e os direitos humanos, temas estes analisados com profundidade no Relatório para o Desenvolvimento Humano e que têm vindo a ser adoptados de forma crescente pelos relatórios regionais e nacional de desenvolvimento humano.

De modo a afastar as pessoas da pobreza, o PNUD advoga reformas do comércio e dos acordos de investimento, tendo trabalhado em 2002 com fundações e outros parceiros no sentido de estimular o debate acerca do comércio mundial e dos bens públicos globais, como por exemplo o Fundo de Desenvolvimento Capital das Nações Unidas (em inglês UNCDF), responsável pelo apoio técnico e financeiro de pequena escala aos países menos desenvolvidos, através do micro-crédito.

Numa tentativa de integrar a tecnologia nas estratégias de redução da pobreza, o PNUD cria programas individualmente acessíveis aos países através da colaboração entre entidades públicas e privadas. Por exemplo, no ano de 2002, quer a Malásia quer a Bolívia tiraram proveito, com a empresa Coca-Cola, de um programa inovador de ensino à distância prolongado (“e-learning for life”) e, nas 850 ilhas Solomon, as pessoas puderam ter acesso à comunicação através do correio electrónico a baixíssimos custos, que se reflectiu num ganho de múltiplas oportunidades ao nível dos negócios e da educação, mitigando tensões étnicas por via da troca de informação.

Sendo o desenvolvimento económico e humano dos países pobres um dos cinco grandes desafios colocados ao PNUD, este capítulo referente ao segundo desses desafios termina com alusões ao programa de micro-crédito posto em prática em Madagáscar, a par de outros 25 países, bem como à transformação, nas Honduras, da respectiva Rede de Desenvolvimento Sustentável (RDS) num poderoso sistema de informação para a sociedade civil, que conta com o auxílio da Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID) na monitorização das suas políticas agrícolas e no fomento dos centros de tecnologia rural, tendo nestes colaborado também o Banco de Desenvolvimento Inter-Americano.


Michelle Silva (3.º ano)

1 de outubro de 2007

SOCIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO – Calendário da OT (1.º semestre)

Formato:

Grupo/Tema: 1
Datas 1: 8/10
Datas 2: 19/11
Obs.: O que é ser um país desenvolvido?

Grupo/Tema: 2
Datas 1: 5/10
Datas 2: 26/11
Obs.: Papel da indústria no desenvolvimento.

Grupo/Tema: 3
Datas 1:22/10
Datas 2: 12/11
Obs.: Qual a mais importante referência na reflexão/acção sobre o desenvolvimento?

Grupo/Tema: 4
Datas 1: 29/10
Datas 2: 10/12
Obs.: Exploração dos países pobres?

Grupo/Tema: 5
Datas 1: 5/11
Datas 2: 3/12
Obs.: Qual o papel dos poderes locais no desenvolvimento?

Grupo/tema: 6
Datas 1: 12/11
Datas 2: 17/12
Obs.: O que é a Globalização?

Grupo/Tema: 7
Datas 1: 5/11
Datas 2: 19/11
Obs.: Portugal é um país desenvolvido?

Grupo/Tema: 8
Datas 1: 29/10
Datas 2: 26/11
Obs.: Qual a importância da questão ambiental e porquê?

Grupo/Tema: 9
Datas 1: 22/10
Datas 2: 3/12
Obs.: Há cada vez mais pobreza em Portugal?

Grupo/Tema: 10
Datas 1: 15/1o
Datas 2: 10/12
Obs.: Quais as principais formas de resolver os problemas dos países pobres?

Grupo/Tema: 11
Datas 1: 8/10
Datas 2: 17/12
Há cada vez mais desigualdades no mundo?


FLUP, 1 de Outubro de 2007.
Eduardo Rodrigues

SOCIOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO – Trabalhos OT

Formato:

Nome: Ana Catarina Andrade Vieira
Tema: O caso português: uma sociedade semi-periférica de desenvolvimento intermédio
Grupo: 7
Obs.: Com Vera Rodrigues

Nome: Ana Isabel Tavares Moura
Tema: Globalização
Grupo: 6

Nome: Ana Margarida Madeira Ribeiro

Nome: Ana Patricia Vieira Monteiro
Tema: Insucesso/abandono escolar em Portugal
Grupo: 8
Obs.: Com Eliana Alves e Carina Maneca

Nome: Andre Filipe da Silva Goncalves
Tema: Sociedade portuguesa uma sociedade de desenvolvimento intermédio: Educação
Grupo: 7
Obs.: Com Pedro Pereira

Nome: Carina Sofia da Silva Maneca
Tema: Insucesso/abandono escolar em Portugal
Grupo: 8
Obs.: Com Eliana alves e ana monteiro

Nome: Catarina Solange Cruz Pinto
Tema: A Problemática da Dependência
Grupo: 4
Obs.: Com Cristina Aveiro, Rita Nogueira e Catarina Pinto

Nome: Cátia Alexandra Barreiros São Simão
Tema: Imigração e os processos de integração na sociedade portuguesa
Grupo: 7

Nome: Claudia Carvalho Amador
Tema: Ciência no Desenvolvimento da Sociedade
Grupo: 1
Obs.: Com Cláudia Oliveira

Nome: Cláudia Isabel Marques Oliveira
Tema: Ciência no Desenvolvimento da Sociedade
Grupo: 1
Obs.: Com Cláudia Amador

Nome: Cristina Sofia Vasconcelos Aveiro
Tema: A Problemática da Dependência
Grupo: 4
Obs.: Com Cristina Aveiro, Rita Nogueira e Catarina Pinto

Nome: Debora de Pina Castiglione
Tema: Desenvolvimento e Ambiente
Grupo: 8

Nome: Diogo Tavares Antunes
Tema: Globalização e Desenvolvimento
Grupo: 6
Obs.: Com Francisco Esteves

Nome: Eliana Sofia Costa Alves
Tema: Insucesso/abandono escolar em Portugal
Grupo: 8
Obs.: Com Carina Maneca e Ana Monteiro

Nome: Francisco Jorge Lima Esteves
Tema: Globalização e Desenvolvimento
Grupo: 6
Obs.: Com Diogo Antunes

Nome: Iolanda Sofia Queiroz de Sampaio e Couto
Tema: Colonialização
Grupo: 4

Nome: Joana Isabel Almeida Lourido de Azevedo
Tema: O caso Português
Grupo: 7
Obs.: Com Luísa Matos, Nádia Oliveira

Nome: Joana Sofia Xavier Ribeiro
Tema: Desenvolvimento e Ambiente
Grupo: 8

Nome: Jorge Manuel Campos de Castro Pereira

Nome: Juliana Patrícia da Silva Tomé

Nome: Luísa Maria Santos Fonseca Matos
Tema: O caso Portugues
Grupo: 7
Obs.: Com Joana Azevedo, Nádia Oliveira

Nome: Márcia Manuela Magalhães Salgado Pereira
Tema: Pobreza em Portugal
Grupo: 9
Obs.: Com Rafaela Sousa e Susana Batista

Nome: Maria de La Salete da Silva Lourenço
Tema: Problemática da dependência; Uruguai
Grupo: 4

Nome: Maria Fernanda Ferreira Monteiro

Nome: Michelle Franca Silva

Nome: Nádia Joana Anunciação Oliveira
Tema: O caso Português
Grupo: 7
Obs.: Joana Azevedo, Luísa Matos

Nome: Paula Cristina de Sampaio Barros

Nome: Pedro Rodolfo Couto Pereira
Tema: Sociedade portuguesa uma sociedade de desenvolvimento intermédio: Educação
Grupo: 7
Obs.: Com André gonçalves

Nome: Rafaela Bianca Gomes Sousa
Tema: Pobreza em portugal
Grupo: 9
Obs.: Susana Batista e Márcia Pereira

Nome: Raquel Espain Vieira de Figueiredo
Tema: As desigualdades de desenvolvimento socioeconómico no Brasil
Grupo: 4
Obs.: Com Sofia Augusta Coelho

Nome: Raquel Simões de Azevedo
Tema: Desenvolvimento e Ambiente
Grupo: 8

Nome: Rita Sofia Gomes Pereira de Lima
Tema: Ambiente
Grupo: 8

Nome: Rita Torres Nogueira
Tema: A Problemática da Dependência
Grupo: 4
Obs.: Com Cristina Aveiro e Catarina Pinto

Nome: Sofia Augusta Dias Coelho
Tema: As desigualdades de desenvolvimento socioeconómico no Brasil
Grupo: 4
Obs.: Com Raquel Figueiredo

Nome: Stevens Fabio Barros da Silva

Nome: Susana Alexandra Silva Folha
Tema: Globalização e Ambiente
Grupo: 6
Obs.: Com Susana Castro

Nome: Susana Maria Costa Batista
Tema: Pobreza em Portugal
Grupo: 9
Obs.: Com Rafaela Sousa e Márcia Pereira

Nome: Susana Patrícia Tavares Castro
Tema: Globalização e Ambiente (MUDOU?)
Grupo: 6
Obs.: Com Susana folha

Nome: Vera Patricia da Rocha Conceicao Rodrigues
Tema: O caso português: uma sociedade semi-periférica de desenvolvimento intermédio
Grupo: 7
Obs.: Com Ana Vieira